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GRAFFITI, COMUNICAÇÃO E ANTROPOLOGIA DA ARTE: os indígenas no spray de Cranio e Raiz

O objeto deste estudo vem a ser a análise da imagem indígena presente no graffiti de dois artistas, Cranio e Raiz, respectivamente. Entender sobretudo, como são expostos à livre fruição visual dos indivíduos nas cidades, bem com, os possíveis desdobramentos destas interações. A partir de um cruzamento entre os saberes da Comunicação e da Antropologia, são levantados pressupostos e métodos de análise da imagem como suporte narrativo capaz de ultrapassar a sua enunciabilidade linguística forjando assim identidades. Da comunicação, trago a Análise do Discurso de matriz francesa, embasada na intericonicidade de Courtine (2003), da antropologia da arte, embasado no que coloca Gell (2018), Lagrou (2007) e Demarchi (2013), trago os conceitos de agência, armadilhas e quimeras. São conceitos que advogam a existência da ação social da obra de arte como fenômeno coletivo distribuído. CLIQUE AQUI PARA VER MAIS...

SILVA, Adriano Alves da. GRAFFITI, COMUNICAÇÃO E ANTROPOLOGIA DA ARTE: os indígenas no spray de Cranio e Raiz. Dissertação (Mestrado Acadêmico) - Universidade Federal do Tocantins. Câmpus Universitário de Palmas - Curso de Pós-Graduação ( Mestrado) em Comunicação e Sociedade, 2019. 183p.

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ARTIGOS

Este artigo tem como objetivo discutir as imagens dos povos indígenas representadas através de charges. A metodologia é baseada em uma análise de conteúdo exploratória, buscando problematizar os sentidos discursivos das ideias equivocadas sobre os povos indígenas que permeiam o senso comum. Com base no material coletado, investiga-se a presença de preconceitos sobre os povos indígenas através da hipótese do “efeito de terceira pessoa” por meio de pesquisa quali-quantitativa. Conclui-se através das análises, que as charges, mesmo trabalhando suas causas com uma linguagem crítica de protesto, causam polissemias, carregam estereótipos e “ideias equivocadas” sobre os povos indígenas que são partilhadas com o senso comum, trazendo à tona preconceitos silenciadores evidenciados através do efeito de terceira pessoa.

Este artigo tem como objetivo analisar as imagens dos povos indígenas presentes na arte do grafiteiro Fábio de Oliveira Parnaíba, mais conhecido como Crânio. A metodologia é baseada em uma análise exploratória que visa consolidar o argumento de que os grafites de Crânio restituem à polifonia das grandes cidades as vozes antes silenciadas dos povos indígenas por meio de imagens reflexivas e descolonizadoras. Com base no cruzamento de saberes da comunicação com a antropologia contemporânea, percebe-se o recente fenômeno da presença das vozes indígenas impressas nos muros das cidades.

O objetivo desta comunicação é investigar e compreender os elementos necessários para embasar a criação de um Jogo digital, que possui como principal estratégia o fortalecimento identitário de jovens indígenas. Questões artísticas e identitárias são levantadas tendo como base a análise do jogo criado para a etnia Huni Kuin no Acre.

Este estudo tem como premissa, discutir a imagem do índio representada através de “ideias equivocadas” que são partilhadas ao senso comum trazendo à tona o preconceito silenciador. Metodologicamente, utilizo a Análise de Conteúdo, sob o olhar epistêmico de Sylvia Constant Vergara (2005), em seu livro “Métodos de Pesquisa em Administração”, bem como, conceitos, apresentações e leituras realizadas em razão da disciplina de Metodologia de Pesquisa ministrada pela professora Doutora Cynthia Miranda, no curso de Mestrado em Comunicação e Sociedade da Universidade Federal do Tocantins. O recorte é feito através de busca pelas palavras chaves “indígena e preconceito” no jornal folha de São Paulo, durante um ano. As categorias são classificadas conforme as ideias equivocadas sobre os índios apresentadas por José Bessa Freire (2002) e André Demarchi (2015). A análise quali-quantitativa confirmou a presença destes discursos.

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A teoria do Cultivo. Estudos em Media Effects

Um estudo que analisa a Audiência da Televisão nos EUA e seus desdobramentos na sociedade. A apresentação da Teoria do Cultivo através de um artigo sobre a audiência da TV e a auto-percepção de saúde. A distorção da realidade nos comportamentos forjados pela televisão. Trabalho apresentado no curso de Mestrado em Comunicação e Contemporaneidade da Universidade Federal do Tocantins.

O tempo Imagético

Os profissionais da comunicação buscam criar e midiatizar imagens dotadas de sentido. O conhecimento de saberes que permitem entender como são percebidas as imagens se colocam como uma importante ferramenta, tanto para a produção, quanto para a interpretação destas. Este estudo tem como premissa discutir, problematizar e realizar ensaio artístico autoral sobre a ideia de tempo-imagem, tanto na imagem estática, quanto fílmica, a luz dos conceitos apresentados por Jacques Aumont no livro “A Imagem”.